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Meditação para crianças
 

Cada vez mais utilizada como ferramenta para manter a mente e o corpo saudáveis diante da correria que é o turbilhão da vida moderna, a prática da meditação agora ganha um novo significado. A rotina mudou, o mundo parou e o coração acelerou diante do quadro atual de incertezas. Escolas vazias. Casas e mentes, cheias.



Postado por Fernanda Fank


Ciranda-cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia-volta e começar a meditar

Dados recentes atestam que nas escolas, as oficinas de meditação estão cheias e muitos alunos têm trocado as quadras pelas almofadas, a gritaria pelo silêncio, as disputas, pela harmonia. São inúmeros os benefícios já conhecidos e comprovados por estudos científicos, no mundo todo sobre os reflexos da meditação no desempenho cerebral, melhorando a concentração, a memória e o raciocínio. No Brasil, uma das pesquisas mais importantes sobre o assunto foi publicada pela psicobióloga Elisa Kozasa, do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. De acordo com a pesquisadora, “O cérebro de pessoas que meditam recruta menos áreas cerebrais para realizar uma determinada tarefa, como se fizesse uma maior ‘economia’, o que se traduz em mais foco e concentração. Um desafio no mundo cheio de estímulos em que vivemos”.
Mas os resultados desse hábito vão muito além do aumento da produtividade e as consequências são crianças mais tranquilas, empáticas e alegres. Algumas escolas americanas passaram a ensinar meditação aos alunos que aprontavam alguma e, de acordo com os professores, eles ficaram mais calmos e aprenderam a lidar melhor com os conflitos. Na Austrália, outro colégio incluiu a prática na sua grade curricular, quando detectou que as notas dos alunos deram um salto após meia hora de meditação diária.

O The British Journal of Psychiatry, avaliou mais de 500 adolescentes entre 12 e 16 anos que participavam de programas de meditação e comprovou que estes, além de declararem maior bem-estar físico, apresentavam menos sintomas depressivos e baixos níveis de estresse em comparação ao grupo de controle.

Como ensinar uma criança a meditar

    Apesar de haver inúmeros métodos voltados para a meditação infantil, é possível obter os benefícios da prática com passos muito simples. Experimente:

- Coloque uma música instrumental suave.

- Sente-se ou deite-se confortavelmente.

- Diga para a criança colocar a mão ou um ursinho de pelúcia em cima do umbigo e peça para que preste a atenção no movimento que a barriga faz enquanto respira.

- Peça para que ela visualize um balão colorido dentro da barriga. Ele enche de ar enquanto inspiramos e esvazia ao expirarmos.

- Agora ela pode fechar os olhos e fazer uma ou duas respirações completas prestando a atenção em cada área do corpo. Pés, pernas, abdômen, peito, costas, mãos, braços, ombros, pescoço e cabeça.

- Para finalizar, diga para que, aos poucos vá retomando a consciência para o ambiente, sentido a superfície sob a qual está sentada ou deitada e, por fim, peça para que abra os olhos e se alongue ou espreguice vagarosamente. Uma opção é, antes de finalizar, dizer uma palavra que desperte uma qualidade positiva e permanecer por mais uns minutos mentalizando-a por exemplo: paz, alegria, confiança, tranquilidade, amor, gratidão.

O ideal é que a prática demore de 5 a 10 minutinhos. É o suficiente para as crianças se acostumarem a sentir os efeitos da prática e descobrirem que “fazer nada”, pode ser tão divertido quanto brincar.